Dia das mães at Blog Ayrton Marcondes

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Mãe

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Vem aí o mês de maio e, com ele, o “Dia das Mães”. Celebrado com reuniões em família, filhos ao lado de suas mães. A figura da mãe é o laço que mantém unida a família, mesmo após a maturidade dos filhos. Em torno dela revivam-se laços afetivos amortecidos pela vida, por vezes pela distância.

Minha mãe foi mulher de formação básica, nem por isso inculta. Gostava de ler e manter-se informada. Por todos os meios lutava para que os filhos estudassem e se tornassem “gente” - nos dizeres dela. Seus braços escondiam um imenso e invisível manto de proteção sob a qual nos abrigávamos. Embora sem posses, crescemos impactados pela segurança desse manto que sempre funcionou como um norte para nós.

A fúria do saber por vezes acompanhava-se de pequenos exageros. Teria eu perto de 10 anos quando minha mãe decidiu que era hora de adquirir mais cultura, E o fez através da coleção “Tesouro da Juventude”. Naqueles tempos, sem internet e sem imagens televisivas, sentava-me eu, após retornar da escola, diante de um dos exemplares da coleção. Minha mãe escolhia o texto a ser lido e interpretado. Isso não se dava sem alguma altercação. Haviam limitações naturais do pequeno leitor quanto ao vocabulário e mesmo o entendimento do que era lido. Minha mãe passava por cima dessas dificuldades. Que eu lesse…

Devo a minha mãe a fascinação pelos livros que me acompanhou vida afora. No “Tesouro” aprendi muito sobre um mundo cuja existência me escapava naqueles ermos onde morávamos. Ali entrei em contato com fatos históricos, traduções de grande poetas, resumos de obras e assim por diante. Fui impregnado pela sede de conhecimento da qual jamais escapei.

Mas, falo sobre minha mãe porque hoje presenciei uma mãe a observar sua filha enquanto ela se dirigia a um senhor. Suponho que o assunto fosse escola dado o local onde estavam. Mas, o olhar da mãe. A expressão fácial de um grande carinho. E orgulho. Estava ali o seu rebento, ainda pequena, ativa, dialogando.

Está na Bíblia que a mulher se originou de uma costela de Adão. Eva, a primeira mulher e mãe gerou Caim e Abel. Caim cometeu o primeiro assassinato, de que se tem notícia, ao matar Abel.

Depois de Eva vieram todas as mães. Seres aos quais devemos grande parte do que nos tornamos.

Dia das mães

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O bonde do meio-dia já tinha partido de modo que não havia mais como ver minha mãe no dia dela. Eu não fora. Simplesmente. Passara a manhã na dúvida. De um lado a namorada de quem não queria me separar. A namorada ali, perto de mim. Minha mãe distante. Teria sido pegar o bonde na estação de trens e seguir serra acima. Até desembarcar e pegar o ônibus que cumpria os últimos 4 km. Depois disso minha mãe estaria onde sempre esteve, no mesmo lugar onde ainda se encontra hoje, passados quase trinta anos de sua morte. Para mim mamãe nunca saiu daquela casa de esquina, do quarto ensolarado, da cozinha com fogão a lenha. Não importa que o tempo tenha passado. Nem importa que a casa de esquina já seja outra. Aquele lugar pertence a minha mãe, será dela enquanto o mundo for mundo. Ponto final.

Entretanto, havia um problema. Era dia das mães e eu tinha que ligar para a minha mãe. Desculpando-me. Mas, como telefonar se, àquela altura, ela já estaria esperando pelo ônibus do qual eu desceria e a abraçaria?

Pensei que o melhor seria ligar logo, evitar que ela esperasse em vão, evitar a decepção. Mas, e a coragem? Naquela época estávamos ainda distantes desse tempo de aparelhos celulares de cuja futura existência nem ao menos desconfiávamos. Restavam-me os orelhões da rua e as ligações a cobrar. Muitas vezes tirei o fone do gancho só para devolvê-lo ao seu lugar. Coragem. Até que me decidi, fiz a ligação. Meu irmão atendeu. Foi logo dizendo que a mãe estava esperando.

Na vez dela expliquei que não pudera ir. Ela ouviu em silêncio. Depois disse algumas coisas bem triviais. Despedimo-nos, afetuosamente. Ficou a voz dela. Não há dia das mães em que não a ouça de novo, perdoando-me pela ausência. Minha mãe fala comigo, ano após ano, pelo telefone. Já não tenho coragem de mentir. Tento dizer a ela que não fui porque estava com a namorada. Mas, é inútil. Minha mãe decerto me perdoa, mas mãe que é, conhece bem a verdade. E o filho.

Escrito por Ayrton Marcondes

16 maio, 2017 às 12:26 pm

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Mamãe

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Ela ali, ao meu lado, diante do famoso neurologista que nos fazia a gentileza de atendê-la. O caso é que o neuro era pai de um meu quase amigo a quem eu pedira o favor de falar a ele sobre a doença de minha mãe. Mas, o neuro estava em férias e foi só pela insistência do filho que apareceu no consultório.

Obviamente, não havia dinheiro para pagar o favor que ficou mesmo como gentileza, humanidade. E minha mãe lá, quieta, a boca torta, repuxada, consequência de mais um dos AVCs que sofrera. Falava com alguma dificuldade, sabe como é quando a parte motora não responde na velocidade certa as ordens enviadas pelo cérebro.

Daquele fim de tarde ficou o momento em que o neuro fez perguntas à minha mãe e, respostas dadas, ele me disse: como é inteligente essa mulher, poucas veze tenho visto inteligências desse porte.

Ela era assim, inteligente, obstinada, guerreira, severa, sofrida. A formação primária não a impedia de ler jornais e revistas, além dos noticiários do rádio, porque naquele tempo o que se tinha em casa era só o rádio. E havia aquele senso de família dela, senso que justificava até trazer para viver na nossa casa minha tia e os filhos dela que não tinham para onde ir, aliás coisa que contribuía para puro desespero de meu pai.

Minha mãe tinha atração natural pela cultura que a ela faltava. De todo modo insistia na educação dos filhos que a todo custo deveriam virar gente formada. Assim, aos seis anos eu já sabia ler e escrever um pouco, tanto que ela me levou ao grupo escolar para ver se a diretora não me matricularia direto no segundo ano, porque o primeiro eu já fizera em casa. Não foi possível e ela acabou se conformando.

Como disse, minha mãe era severa. Nos tempos atuais as crianças gozam do benefício de não poderem apanhar, mesmo dos pais. Em criança sobrevivi a belas surras, algumas delas pelas mãos de minha mãe, outras recebidas no grupo. As pancadas faziam parte do “endireitamento” das crianças que se tornariam educadas e bons cidadãos. Não se falava na tal pedagogia do medo hoje tão execrada.

Eu poderia ficar aqui, enchendo páginas de lembranças sobre a minha mãe que tanto lutou para que eu viesse a ser aquilo que ela sonhara. Certamente estou longe de atender ao nível dos sonhos dela, mas posso dizer que, afinal, não devo tê-la decepcionado muito.  Então deixo-me levar por esse turbilhão de coisas vividas que me passam pela cabeça e pondero sobre como a vida passa depressa e a paisagem humana que nos cerca muda sem que nem sempre nos demos conta disso.

Acontece todo ano, no mês de maio, quando se celebra o dia das mães. Então minha mãe se ergue de sua tumba e se torna onipresente no meu pensamento. Mais hora, menos hora, eis-nos nas nossas conversas, como a do dia em que fomos à consulta com o neuro.

Impossível esquecer minha mãe, impossível ignorar o que ela foi e o tanto que fez por mim. Nessas horas que me separam do domingo das mães bate uma saudade danada daquela mulher que me amava tanto.

Escrito por Ayrton Marcondes

8 maio, 2015 às 12:46 pm

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Dia das mães

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Vou comprar corda para fazer varal na lojinha do 1,99, perto de casa. Na volta encontro o João no bar da esquina. Está ele numa das mesas que aos domingos o dono do bar coloca na calçada. Assim que o vejo, decido me sentar ao lado dele para dois minutos de prosa.

Não é que eu tenha intimidade com o João. Eu o conheço há doze anos e topo com ele no prédio onde moro. Mas, nossas conversas nunca passaram do trivial em encontros ocasionais no elevador ou na portaria.

Quando me acomodo o João me pergunta se ainda tenho mãe. Respondo que não. Minha mãe morreu há muito tempo. Sou filho temporão dela. Ela já tinha quase 50 anos de idade quando engravidou daí que conheci minha mãe já velha. Estava dizendo isso quando o João me interrompeu para dizer que também não tem mãe. Perdeu a ela e ao pai já há algum tempo. Diz que o pai era um sujeito forte que fumava cachimbo e tinha boa saúde. O pai dele nunca escovava os dentes: depois de comer passava o dedo molhado nos dentes e estava pronto. O velho nunca fora a médico ou dentista. Tivesse ido não teria morrido de repente, aos 70 anos, tão forte como era. Aliás - diz o João -  fica difícil entender a juventude de hoje. Mesmo com acesso a médicos e hospitais os caras novos são uns fracos. Parece até que eles não têm mesmo saúde. O filho dele, por exemplo, trabalha e estuda, mas parece estar sempre morrendo. O filho reclama muito do trabalho e ele, João, não entende a razão. Imagine se o filho tivesse que levantar como  ele às 5 da manhã e dar duro o dia inteiro. O meu filho tem 19 anos e eu 60 - acrescenta. E pergunta: o que acontece com a geração de hoje?

Não sei o que responder. Passa uma mulher no outro lado da rua e ela e o João trocam acenos e jogam beijinhos. Depois o João me olha e se explica: você sabe que a minha mulher foi embora de casa, ela me largou. Faço que sim, mas eu não sabia. Ficamos assim até que a garçonete traz uma sacola e entrega ao João. É o almoço dele que a cada dia vem buscar no bar.

A caminho de casa me toco que, afinal, esse é o dia das mães. Voltam-me as imagens de minha mãe e sinto saudades. Lembro-me dela quando teve um de seus AVCs e a levei para consulta num renomado neurologista em São Paulo.  A certa altura o neurologista fez uma pergunta cujo sentido ela questionou para responder exatamente o que ele queria saber. Então o neurologista olhou para mim e me disse que raramente tinha oportunidade de atender a uma pessoa tão inteligente quanto a minha mãe. E ela estava, ainda, com o desvio da boca, devido ao AVC, e falava com alguma dificuldade.

Era a minha mãe uma mulher inteligente cuja formação não passara do nível primário. Nascera na primeira década do século 20 e sempre viveu com extrema simplicidade. Lutou muito para mandar os filhos “pra frente” como dizia. Foi uma mulher e tanto.

Não sei dizer se de fato depois dessa vida existe outra, se mesmo há uma eternidade habitada pelos espíritos.  Caso exista algo, caso a minha mãe esteja em algum lugar que transcenda a minha memória, envio a ela um grande beijo neste dia que é todo dela.

Que saudade!

Escrito por Ayrton Marcondes

11 maio, 2014 às 2:24 pm

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Dia das mães

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Confesso que sou avesso a datas comemorativas. Dia das mães, Dia dos namorados, Dia dos pais, natal e todos os aniversários incluindo na lista o meu. Mas, não faço parte da turma que critica as datas comemorativas, culpando o comércio que carece delas para incrementar as vendas. São os tais picos de consumo tão esperados porque num dia como hoje fica muito chato não levar pelo menos uma lembrança para as mães. E elas esperam, ah como esperam.

Verdade que a lembrança ou presente em geral são recebidos pelas mães com significado de retribuição e afeto. Afinal, as mães nos puseram no mundo, deram-nos a vida e cuidaram para que nos tornássemos adultos. Zelo de mãe é zelo de mãe.

O dia das mães é também a ocasião daqueles almoços em família nos quais muitas vezes o sujeito é obrigado a se encontrar com alguém prefere não ver. Todo mundo tem algum parente inconveniente, desses que é preciso manter sob controle. O diabo acontece quando o(a) tal é daqueles(as) que bebem. Um gole aqui, outro ali, mais um, o penúltimo e o último que nunca é mesmo o último e o camarada resolve por para fora as mágoas, ressuscitando situações que só ele se lembra, mortificantes, coisas chatas, aquele acontecimento que ficou só na cabeça dele e sobre o qual ninguém quer falar ou ouvir.

Acontece muito entre irmãos que se amam, mas não se bicam.  Ou é o caso daquele chatíssimo cunhado com quem a gente se encontra justamente nas tais datas comemorativas. Tudo isso acontece em nome da alegria da mãe que faz o que pode para reunir a família e gozar momentos de felicidades junto de suas crias.

Não é assim com todo mundo? Existem, sim, generosas exceções. Mas, no fim das contas, o que importa mesmo é a alegria das mães neste dia que é só delas. Daí que saúdo todos os que têm mães vivas e podem estar com elas.

Não tenho lá ótimas lembranças pessoais da passagem do dia das mães em minha casa materna. Havia sempre um porém não importa de que natureza.  Mas eu daria tudo para que o tempo voltasse e eu pudesse mais uma única vez estar junto de minha mãe neste dia. Nem seria preciso o dia todo, só o tempo necessário para um abraço comovido.

Quanta saudade.

Ruas vazias

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Dia das mães. Tarde fria, céu encoberto, ruas vazias em São Paulo. Para onde foram todos?  Ando pela rua onde fica o Instituto Biológico, região próxima ao Parque do Ibirapuera. De repente, de uma travessa, saem três sujeitos com ares de poucos amigos. Arrepio-me. Eles vêm na minha direção, em sentido contrário ao meu, na calçada.

Trata-se de situação inusitada.  Não há ninguém por perto, nenhum som e raciocino que nada poderá me salvar. Ponho a mão no bolso da calça, apalpo as poucas notas de dinheiro que talvez venham a servir como passaporte para que eu continue vivo. Repito as instruções dadas pela polícia: não discutir, entregar tudo e, principalmente, não reagir.

Agora os três estão bem perto. Não têm mesmo eles jeito de gente pacata. Aquele do meio, mais velho, será ele o chefe? Estarão armados? Corro perigo de morte?

Num minuto os três estão bem à minha frente. É agora, penso. Entretanto, os três homens me ignoram. Passam por mim sem se dar conta da minha presença. Prosseguem, conversando animadamente.

Depois que passam, reparo que estou suando frio. Não se interessam por mim? Adivinharam que trazia comigo pouco dinheiro e não valeria a pena uma abordagem? Ou, simplesmente, não seriam bandidos?

No restante do trajeto até a casa onde vou almoçar com familiares eu me recrimino pelo mau juízo em relação aos três homens. Vestiam-se com simplicidade, é verdade. Tinham certo jeito arrogante de quem está no comando do pedaço e podem fazer o que lhes der nas telhas. Mas, não eram bandidos e me ponho a pensar na grande pressão que a violência excessiva faz sobre nós. De fato, não ouvimos coisa diferente que uma montanha de crimes terríveis que nos deixam de queixos caídos. A maldade humana parece ter-se extravasado ao limite de nossa tolerância. Daí que cada pessoa pode, pelo menos potencialmente, ser um inimigo, alguém determinado a nos atacar.

Tudo isso me passa pela cabeça, mas nem assim me perdoo pela enorme fraqueza e julgamento precipitado.

Aconteceu ontem. E era o “Dia das Mães”, o mundo parecia em paz, exceto por alguns instantes, no meio da tarde, numa rua deserta, na minha cabeça.

Mães e filhos

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Uma mulher é chamada à polícia após seus dois filhos pequenos – o menor com três anos de idade – terem sido deixados por ela, sozinhos, em casa. A denúncia partiu de um vizinho, penalizado com a situação as crianças. Agora as crianças estão num abrigo. Na polícia a mãe explicou que não tinha com quem deixar as crianças de vez que o pai está preso e ela começou a trabalhar como cobradora de ônibus. Disse, ainda, que não aguentava mais ver os filhos passarem fome e não ter nada para dar a eles.

As imagens do interior do apartamento onde mora a família são impressionantes. As crianças vivem, com a mãe, em condições subumanas.  Sujeira total, lixo acumulado, roupas sujas. As crianças dormem sobre um colchão sujo.

É bom lembrar de que o fato acontece na cidade de São Paulo, maior centro do país no qual, como em outras cidades, convivem a riqueza e a miséria absoluta. Por que é muito difícil encaixar nos padrões do bom senso a terrível história dessa família desmoronada. Pai preso, mãe e filhos em condições para lá de lamentáveis. Quem é o grande culpado nessa história? O pai preso? A mãe pelo desleixo? Os filhos por apenas existirem?

Ficam as imagens que não gostamos de ver, mas que acabam entrando em nossas casas inesperadamente. Chegam pela TV, abalam o nosso conforto e a placidez do café da manhã.

No próximo domingo será comemorado o Dia das Mães. Os filhos se reunirão com as mães no tradicional almoço em família. Tudo será como sempre. Até lá já teremos esquecido o pai preso, a mãe cobradora de ônibus e as crianças recolhidas a um abrigo.

Afinal, a vida é assim mesmo, não?

Minha mãe

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Não há “Dia das mães” que eu não comece me lembrando da famosa música cantada por Francisco Alves em homenagem a elas. No mais lembro-me de minha mãe, morta há muito tempo. Com ela comemorei muitos dias como o de hoje, entremeados com poucas falhas, todas por minha culpa e responsabilidade. De uma delas bem lembro: no dia, não viajei para visitar minha mãe. No meio da tarde telefonei para ela que disse aquele “tubo bem”, mal escondendo a voz chorosa de quem aguardava a presença do filho.

Minha mãe foi mulher simples e prática. Fez o possível para infundir nos filhos um espírito de luta que nem sempre souberam levar a cabo. Passou a vida a exercitar sua reconhecida inteligência com dificuldades de todo tipo e flores, sempre flores. Sempre morou em casas e, por menores que fossem os quintais, neles havia pelo menos um canteiro com rosas, cravos e outras flores. Adorava fazer enxertias e cuidava das plantas melhor que de si mesma.

Por volta dos 50 anos de idade a saúde a traiu com a ocorrência daquele que seria o primeiro de alguns acidentes vasculares cerebrais que sobreviriam. Ela nunca se recuperou bem do primeiro e a situação agravou-se com o decorrer do tempo. Nos últimos anos viu-se recolhida ao leito, doente, mas sempre lúcida, embora os problemas decorrentes de transtornos neurológicos dificultassem a fala dela.

Há quem não goste dos “Dia das Mães” dizendo que a data mais responde aos apelos comerciais que afetivos. Vá lá que o comércio deite e role na ocasião com investimentos em propaganda e bons retornos em compras. Mas, que invenção melhor que essa haveria para que pudéssemos homenagear as mães? De resto, cada um faz a coisa a seu modo, nem que seja através de um pequeno texto em um blog, enviado de uma dimensão a outra, o filho esperando que mãe receba sua mensagem para que, outra vez, ele não falhe com ela.

Escrito por Ayrton Marcondes

8 maio, 2011 às 11:18 am

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