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Desastres naturais

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Impactantes, as imagens de desastres naturais colocam-nos diante de nossa pequenez e impotência para reagir a algo por si só incontrolável. Creio que em nenhuma outra ordem de situações a vida se revela tão claramente como ela de fato é: acidental, efêmera, risco calculado de sobrevivência em meio a uma verdadeira selva de adversidades.

Você observa as imagens do tsunami que acaba de ocorrer no Japão e queda-se pasmado porque tudo o que vê, absolutamente tudo, é inacreditável. De repente a natureza decide varrer da superfície de uma determinada região os sinais de civilização. Tudo ocorre de modo emblemático dado que parece haver um plano sinistro de demonstrar que as conquistas da civilização nada representam diante da força incomensurável do planeta que temporariamente abriga a espécie humana. Veículos, casas, prédios, estradas, aeroportos, plantações e, principalmente vidas, são sumariamente destruídas por um movimento de águas que nada pode segurar e nada respeita. Um Deus mitológico ergue-se dos mares para brandir suas armas e destruir tudo o que encontra pela frente.

Não há como conter a emoção ao se presenciar tamanha desgraça. Não há como não curvar-se sobre si mesmo, num rodopio de interiorização não despido de horror e medo. O planeta está falando a língua que sabe e ela é violenta. No fundo dos oceanos placas tectônicas se movem e o resultado significa engolir porções de terra. Tal é a magnitude do esforço dispendido pelas placas que se movem que fala-se em desvio do eixo de rotação da Terra.

Enquanto isso, estamos aqui em cima, com os nossos valores, nossas querelas, empáfias, apegados à noção de eternidade que dá sentido à vida. Pensando bem, ainda bem que somos assim. Nada de desespero, amanhã será outro dia, o Japão resolverá os seus problemas e curará as suas feridas. Afinal, num dia triste como esse um pouco de otimismo não faz mal a ninguém.

Escrito por Ayrton Marcondes

11 março, 2011 às 1:20 pm

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