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De novo Plutão

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Para os romanos o Deus mitológico Plutão era o comandante do submundo. Teria vindo à superfície apenas para raptar Perséfone que se tornaria sua mulher no mundo dos mortos. Plutão usava máscara que o tornava invisível e era muito temido.

Nos dias que correm o nome Plutão está associado ao pequeno corpo celeste localizado na rabeira do sistema solar. Fica tão longe que demora 248 anos para dar uma volta completa ao redor do Sol. Pequeno, frio e escuro, assim é Plutão. Aliás, de anos para cá convencionou-se desclassificá-lo como planeta, passando à condição de “Planeta Anão”.

Na astrologia Plutão é associado ao signo de escorpião. Escorpionos e escorpianas são tidos como pessoas passionais, generosas, possuindo sexto sentido afiado e espírito de detetives. Pertencem ao signo os nascidos entre 23/10 e 21/11.

Nossa curiosidade em relação ao espaço que nos cerca é grande. Com frequência discute-se a possibilidade da existência de seres extraterrestres, enfim de vida inteligente fora da Terra. Afinal, por que em meio à vastidão do universo só nesse planetinha chamado Terra teria surgido a vida? E quanto a esses misteriosos objetos que por vezes são avistados no céu, movendo-se a velocidades espantosas? Seriam naves espaciais a nos observarem?

Vez ou outra nos deparamos com notícias sobre Plutão. Hoje fala-se que o nome do planeta anão foi dado por uma menina de 11 anos de idade, Vanessa Phair. Neta de um bibliotecário aposentado de Oxford, ao saber que o então planeta era pequeno e escuro sugeriu ao avô o nome Plutão. O avô em contato com o pessoal universitário fez a sugestão chegar aos cientistas que batizaram Plutão.

Talvez o que nos atraia em Plutão, além da curiosidade científica, seja justamente o fato de ele ser pequeno, escuro e tão distante. Fica como alguém desgarrado da família de planetas que orbitam em torno do Sol, alguém inclusive rebaixado para sua condição atual de anão. Gira longamente, sem luz, gelado, inútil, existindo por força de uma decomposição de massas que gerou o sistema solar. Pequeno e último pode ser olhado como obra do acaso que, talvez, por muitopouco teria se desintegrado.

Pela distância e condições é de se imaginar que o homem nunca pisará em Plutão. Mas, o Anão continuará existindo, dando asas à nossa imaginação.

Escrito por Ayrton Marcondes

21 fevereiro, 2022 às 11:24 am

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