Rumo ao Ross 128 b at Blog Ayrton Marcondes

Rumo ao Ross 128 b

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A população humana cresce de ano a ano, as reservas naturais do planeta podem se esgotar. Acordos climáticos nem sempre são cumpridos. Os EUA de Trump recusam-se a participar de acordos que restrinjam sua atividade industrial. O mundo corre perigo.

Pelas razões acima muito se fala sobre a possibilidade de imigração humana para planetas cujas condições climáticas e atmosféricas sejam semelhantes às da Terra. Atmosfera nas quais existam oxigênio, gás carbônico e metano são favoráveis ao desenvolvimento da vida e, potencialmente, aptas para receberem formas de vida tais como as conhecemos.

Eis que um novo planeta é descoberto, supondo-se que reúne condições para a existência de vida. Trata-se do Ross 128 b cujo tamanho é cerca de 1,5 vezes o da Terra e orbita em torno de uma estrela anã a uma distância 20 vexes menor que a existente entre a Terra e o Sol.  Entretanto, pelo tamanho menor da estrela anã o 128 recebe um pouco mais de radiação que a que nos chega do nosso Sol. Daí supor-se que a temperatura do planeta recém-descoberto seja semelhante à que temos na Terra. Se as previsões forem corretas é possível a existência de água no 128 b.

O Ross 128 b dista 11 anos-luz da Terra. Não é uma distância desprezível, embora em termos de universo possa se considerar o planeta como muito próximo. Para que se tenha ideia o ano-luz é a unidade que corresponde à distância percorrida pela luz, no vácuo, durante um ano, à velocidade de 300 mil km/s. Essa unidade é utilizada para medir distâncias no sistema solar e entre partes do universo. A Lua, por exemplo, dista apenas 1 segundo-luz da Terra. Já o Sol está a oito-minutos luz de nosso planeta. A distância da Terra à Lua é de 384.403 km. Comparando: 1 ano-luz corresponde a 9.461.000.000.000 km, dai é só multiplicar esse número por 11 para se saber a distância entre a Terra e o Ross 128 b.

Ou seja: distância intransponível pelo menos através dos meios de locomoção de que dispomos. De modo que o melhor é se pensar em soluções caseiras para os nossos problemas de sobrevivência em nosso planeta. É nosso dever deixar para as gerações futuras um mundo no qual possam viver em segurança e dispondo de boas condições de sobrevivência. Tal legado vê-se ameaçado nos dias atuais pelo uso abusivo dos recursos naturais, intervenções nos ecossistemas e ameaças nucleares. Dentro de tal contexto esperam-se atitudes lúcidas dos governantes com a adoção de políticas de respeito ao ambiente. Disso depende a continuidade do homem na Terra.



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