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Num país desconhecido

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O Simonal cantava: “moro num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, que beleza”. A letra da música está errada: a palavra “tropical” deve ser substituída por “desconhecido”.

Não sei bem onde vivo. E me justifico: cara, que diabo de situação é essa? Como é possível que a cada dia mais e mais desmandos sejam revelados? De uma coisa sabemos: amanhã será pior que hoje. Novas bombas explodirão. Personagens entrarão nas nossas casas com discursos da mais completa desfaçatez. Farão isso como quem conta histórias de carochinha a crianças. Ou a adultos muito burros, incapazes de perceber as verdadeiras intenções de quem fala.

Amo o meu país, mas sinto-me constrangido em ser brasileiro. Envergonhado. Inaceitável que homens públicos se permitam performances tão lamentáveis. Agem fazendo-nos pagar o altíssimo custo decorrente de seus atos. O Brasil é um barco que desce o rio ao sabor das correntes. Barco sem capitão. Do salve-se quem puder. Da primazia pelos interesses menores.

Triste época essa que atravessamos e parece não ter fim. Você jura que amanhã não dará atenção aos noticiários porque já não aguenta tanta desordem e má fé. Mas, é impossível fugir. Aliás, como ontem quando fomos brindados com uma belíssima lição de solidariedade humana. Socorrer a quem necessita, sem outro interesse que não o de ajudar. Trazer no cerne da alma o belo sentimento de socorrer a quem precisa de apoio. Não abandonar o próximo e seus familiares à própria sorte.

Que bela lição. Tão edificante.

Escrito por Ayrton Marcondes

16 março, 2016 às 12:46 pm

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