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Avião ébrio

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Ainda o avião desaparecido da Malaysia Airlines. Aventa-se agora a hipótese de falta de oxigênio que teria causado desmaio de tripulantes e passageiros.  Antes de desmaiar o comandante da nave teria ligado o piloto automático. Assim, o avião teria errado pelos céus até o fim do combustível. A bordo pessoas inconscientes ou já mortas.

É de se pensar nessa aterrorizante possibilidade: um avião com 269 pessoas alheadas da situação dramática em que se encontravam, voando para o nada sob o comando de uma engrenagem chamada piloto automático. Tema para histórias de terror narradas pelos mais imaginativos ficcionistas.

A nova hipótese me fez voltar à memória o notável poema “Barco ébrio” do poeta francês Arthur Rimbaud (1854-1891). Cria o poeta a figura de uma embarcação liberta de seus rebocadores que narra a sua viagem em direção ao mar já sem marinheiros. Desce ela pelos rios, desgovernada, ao sabor das ondas, conhecendo paisagens, enfrentado tempestades, imersa nas brumas que anunciam novas manhãs.

Tal qual o barco ébrio de Rimbaud teria a nave desparecida da Malaysia Airlines teria seguido rotas determinadas pelo piloto automático até finamente afundar-se no mar. Destino real e terrível caso venha a ser confirmado.

Escrito por Ayrton Marcondes

29 junho, 2014 às 2:16 pm

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