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Favores sexuais no Brasil

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Como se vê no estrangeiro o Brasil enquanto paraíso do turismo sexual? O jornal “La Nacion” de Buenos Aires publica hoje notícia sobre a expectativa de bons negócios na área de prostituição durante a Copa.  Entrevistada, a assistente social da Associação de Amigos da Vila Mimosa disse que o que se espera é um clima de festa.

A Vila Mimosa situa-se a poucos metros do Maracanã e funciona 24 horas por dia. Ali trabalham cerca de 4 mil prostitutas que circulam, vestindo roupas menores, em bares nos quais oferecem seus serviços juntamente com doses de caipirinha e cerveja. A maior parte dos frequentadores é de brasileiros como taxistas, militares, caminhoneiros e estudantes. As mulheres se distribuem em quadras vizinhas que constituem a zona de meretrício.

O jornal cita o esforço do governo brasileiro em mudar a imagem do Brasil ligada ao turismo sexual. A profissão é regulamentada no país não podendo praticá-la menores de 18 anos de idade. No Rio as prostitutas cobram 22 dólares por um programa.

A Associação dos Amigos de Vila Mimosa empenhou-se em preparar as prostitutas para a chegada de estrangeiros através da prática de palavras em inglês e espanhol. A Associação também promove cursos e orienta as profissionais quanto aos cuidados em relação a doenças sexualmente transmissíveis.

O fato é que embora os esforços para mudar a imagem expõe-se a mulher brasileira a comentários sempre maldosos. O turista que chega ao país buscando favores sexuais nem sempre é propenso a distinguir entre as profissionais do sexo e mulheres que nada têm a ver com o comércio sexual. Não é incomum que uma senhora brasileira hospedada com a família em hotel seja vítima de olhares desrespeitosos a até mesmo de cantadas de turistas. Em várias ocasiões pude presenciar em hotéis do país cenas lamentáveis de incursões desrespeitosas junto a pessoas de sexo feminino, absurdamente tomadas como mulheres de vida fácil.

A notícia publicada pelo “La Nacion” traz os relatos de algumas prostitutas e as expectativas delas de realização de bons negócios durante a Copa. Trata-se de um viés perfeitamente dispensável de análise da situação brasileira, justamente no momento em que os olhos do mundo se voltam para o país pela realização da Copa.

Escrito por Ayrton Marcondes

10 junho, 2014 às 7:51 pm

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